Quem SOMOS


Propósito

Foco na solução, não no problema

O InPACTO é uma organização sem fins lucrativos que mobiliza os diferentes setores na promoção do trabalho decente há 15 anos, desde a criação do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.

Inovamos ao construir pontes entre o setor produtivo, a sociedade civil e o setor público com respeito às diferenças e às potencialidades dos diferentes atores. Ao mudar a lógica do problema para a da solução, o Instituto atua com as empresas na construção conjunta de caminhos que promovam o trabalho decente nas cadeias produtivas nacionais e internacionais. Uma pauta fundamental e que está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, principalmente ao ODS 8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico, ao ODS 12 Consumo e Produção Responsáveis e ao ODS 17, sobre a importância das parcerias para o desenvolvimento sustentável.

Como resultado desse propósito e da história de atuação, o InPACTO é convidado para colaborar com governos, organizações empresariais e sociedade civil no Brasil e no exterior.

Reconhecimentos

O InPACTO é reconhecido internacionalmente como uma iniciativa eficaz no combate ao trabalho escravo contemporâneo por ser uma ação inovadora, que envolve diversos atores e organizações sociais, e por dialogar e qualificar a abordagem do setor produtivo, promovendo o protagonismo e a ação coletiva.

Reconhecido como expert pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), referenciado pela ONU por sua experiência inovadora em acordos multilaterais e citado por um estudo da OIT como uma das respostas institucionais do setor privado do Brasil ao problema, o InPACTO se aprofunda na busca de soluções para as cadeias produtivas globais.

OIT

Em 2009, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou o Estudo “Combatendo o Trabalho Escravo: O Exemplo do Brasil 2 1 ” destacando a atuação do Pacto Nacional das Empresas contra o Trabalho Escravo, que deu origem ao InPACTO.

ONU

O estudo da OIT despertou a atenção da Organização das Nações Unidas, que enviou ao país a relatora especial Gulnara Shahinian, da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Na conclusão do relatório da ONU o pacto foi reconhecido como uma referência internacional e um importante mecanismo de enfrentamento à violação de direitos humanos.

OSCE

Atualmente, o InPACTO faz parte do grupo da OSCE de instituições de defesa dos direitos humanos e direito comercial internacional e autoridades públicas dos governos membros da Europa. O objetivo do grupo é a elaboração de um guia para compras públicas que visa à implementação de medidas concretas para prevenir o tráfico de seres humanos em cadeias de fornecimento.

NO BRASIL

No Brasil, o InPACTO é reconhecido pelos diferentes setores como um espaço seguro de diálogo para os problemas comuns, unindo empresas na busca de soluções coletivas.

Pelos 15 anos de histórico do Pacto com o setor produtivo e pelo conhecimento técnico no tema o Instituto passou a ser convidado para participação nas Comissões para a Erradicação do Trabalho Escravo, em todas as instâncias governamentais – Comtrae (municipal), Coetrae (estadual) e Conatrae (nacional).

O Instituto também é frequentemente convidado por universidades para contribuir com o debate acadêmico sobre o enfrentamento de trabalho escravo em cadeias globais de valor.

Missão & Visão

Missão

Promover a prevenção e a erradicação do trabalho escravo nas cadeias produtivas de empresas nacionais e internacionais.

Visão

Brasil livre do trabalho escravo.

História

15 anos de atuação e impacto

O combate ao trabalho escravo no Brasil foi fortalecido em 2003, com a criação do primeiro Plano Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, a Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e da Lista Suja. No ano seguinte, a Secretaria de DH da Presidência da República solicitou o apoio da a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para que se realizasse um estudo de cadeia produtiva que indicasse setores econômicos envolvidos com trabalho escravo no Brasil. O estudo foi desenvolvido pela a ONG Repórter Brasil relacionou nomes de empresas a produtos comercializados por empregadores que constavam na Lista Suja.
As empresas mapeadas pelo estudo foram convidadas para diálogo pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e pela Organização Internacional do Trabalho e assumiram o compromisso de não mais negociar com fornecedores que exploravam mão-de-obra escrava. Assim se estabeleceu, em 2005, o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo que, em pouco menos de uma década, reuniu mais de 400 signatários.
Para ampliar a capacidade de resposta das empresas, foi criado em 2014 o Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPACTO). O processo de transição foi coordenado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, o Instituto Observatório Social e a ONG Repórter Brasil, com a colaboração das empresas Cargill, Carrefour, C&A, Eletrobrás Eletronorte, Grupo André Maggi e Walmart Brasil.
Os 5 grandes marcos do InPACTO nestes 5 anos
  • Fortalecemos o combate ao trabalho escravo no Brasil
  • Estimulamos o papel protagonista das empresas em suas cadeias produtivas
  • Promovemos o diálogo entre empresas, governos e sociedade civil
  • Ampliamos nossa participação no cenário internacional
  • Reorganizamos a estrutura institucional da organização
Confira os fatos relevantes da nossa jornada nestes cinco anos:
2014
  • É criado, em maio, o Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPACTO) para fortalecer e ampliar as ações realizadas pelo Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Nesse ano, o pacto contava com mais de 400 signatários que, juntos, representavam cerca de 35% do PIB brasileiro.
2015
  • Realizado o Seminário InPACTO: Celebrando 10 anos do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.
  • Diagnóstico sobre trabalho escravo aponta que situação piora no país. 
  • Surgem demandas por estudos de cadeias produtivas.
  • Realizado processo de monitoramento dos compromissos do InPACTO.
  • Abertura de Agenda Internacional com OIT (WDC e Califórnia – EUA).
2016
  • InPACTO e parceiros recebem Kailash Satyarthi, Prêmio Nobel da Paz 2014. 
  • InPACTO leva a "voz" das empresas para a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e órgãos públicos.
  • Lançado o relatório de monitoramento dos compromissos do InPACTO.
  • Grupos de Trabalho Têxtil e Carnaúba do InPACTO ganham força.
  • Trabalho escravo atinge mais de 160 mil brasileiros, estima Walk Free. 
  • MPF pede que bancos não financiem empregadores que usem trabalho escravo. 
  • Corte Interamericana de Direitos Humanos pune Brasil por trabalho escravo.
2017
  • Brasil ratifica protocolo contra trabalho forçado. 
  • InPACTO tem intensa agenda de representação internacional: participa, em Moscou, de conferência sobre o tráfico de pessoas; de fórum global sobre trabalho forçado, na Tailândia; e de workshop e treinamento, nos Estados Unidos. 
  • Criada a área de mobilização e relacionamento, início da fidelização das empresas ao InPACTO.
  • Realizado o I Seminário InPACTO – Encontro de Associados
    Início dos Projetos da Estratégia Café e Sistema de Geração e Gestão de Informação
  • Fiscalização de trabalho escravo para por falta de verba.
2018
  • InPACTO contribui com elaboração de guia internacional lançado pela OSCE (Organization for Security and Co-operation in Europe). 
  • Projeto Mesa de Café Brasil mobiliza organizações para diálogo sobre desafios do setor. 
  • Criado treinamento oferecido às empresas associadas.
  • Mesa de Café Brasil realiza oficina sobre instrumentos normativos para a sustentabilidade social do setor.
  • InPACTO participa do lançamento do Índice de Transparência da Moda Brasil.
  • InPACTO lança Pacto Setorial para Sustentabilidade Social do Café do Brasil.
  • Nova identidade institucional (missão, valores, teoria de mudança, posicionamento) definida.
  • InPACTO consolida-se como instituição de diálogo em relação ao tema com OIT, US Departament of Labor (USDOL), US Borders and Customers, Ethical Trade e universidades britânicas.
  • Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviço da Câmara dos Deputados aprova cassação de CNPJ de empresas envolvidas com trabalho escravo. 
  • Ministério do Trabalho divulga Lista do Trabalho Escravo.
2019
  • O ano de 2019 marca os cinco anos da bem-sucedida atuação do InPACTO. Para comemorar, a organização realizou um seminário que reuniu 43 associados no final de maio quando apresentou a nova identidade visual, o novo estatuto social e o relatório anual.

Transparência

Novo estatuto

O novo estatuto, reformulado recentemente, contribui para o alcance de um dos objetivos estratégicos da organização para o período de 2018 a 2022: consolidar sua governança, transparência e sustentabilidade financeira. Os papeis dos Conselhos e as dinâmicas de associação e adesão, bem como a saída de associados, ficaram mais claras e definidas no novo documento.

A revisão do estatuto também ampliou o escopo de atuação do InPACTO – de foco exclusivo no combate ao trabalho escravo para uma abordagem de promoção da dignidade humana, do trabalho decente e também de combate ao trabalho infantil. Isso permitirá, futuramente, o desenvolvimento de ações amplas em cadeias produtivas, por exemplo.

Relatório Anual 2018

O Relatório Anual 2018 do InPACTO traz as grandes conquistas e os desafios da organização, no momento em que ela completa cinco anos de existência.

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