Ícone do site InPACTO

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Ao lembrar de Ada Lovelace, considerada a primeira programadora da história no século XIX, ou Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, mulheres que foram essenciais para os primeiros voos espaciais americanos da NASA, é tentador tratar essas trajetórias como “exceções brilhantes”. Mas a mensagem mais importante é outra: talento sempre existiu — o que faltou (e ainda falta) é oportunidade, segurança e reconhecimento para que mulheres acessem e permaneçam nos campos da ciência e tecnologia.

Os números ajudam a dimensionar o desafio: globalmente, de acordo com dados da Unesco, mulheres ainda representam menos de 30% das pessoas pesquisadoras e apenas 22% entre profissionais de Inteligência Artificial.

No Brasil, apenas 19,2% das pessoas especialistas em TI são mulheres, segundo o estudo W-Tech 2025, produzido pelo Observatório Softex

Hoje, Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, é dia também de encarar um ponto estrutural: tecnologia não é neutra. Ela carrega as escolhas de quem a cria, de quem financia, de quem define problemas e “soluções”.

Se a economia do futuro é cada vez mais digital, deixar mulheres (e especialmente mulheres negras e periféricas) fora da ciência e das áreas de tecnologia não é só injusto — é um risco social: amplia desigualdades, reproduz vieses em sistemas automatizados e empurra grupos inteiros para trabalhos mais precarizados e menos protegidos.

No InPACTO, falamos muito sobre prevenção: combater violações graves é urgente, mas prevenir também é disputar os rumos do mercado de trabalho.

Neste 11 de fevereiro, fica o convite: quem são as meninas que estão ao seu redor — e o que falta para que elas consigam ficar, crescer e liderar nos campos da ciência e tecnologia?

Sair da versão mobile