O diálogo sobre o fim da escala 6×1 e a redução de jornadas de trabalho, tem como objetivo promover o bem-estar e equilíbrio entre a qualidade de vida das pessoas trabalhadoras e a sustentabilidade das relações de trabalho.Trata-se de uma agenda que reforça o papel das empresas na promoção do trabalho digno, apontando para soluções que geram ganhos compartilhados para trabalhadores e para o setor produtivo.
Com o avanço da tramitação de propostas legislativas no Congresso Nacional, incluindo projetos e emendas à Constituição sobre o fim da escala 6×1, o tema consolida-se como pauta central no país. Atualmente em análise na CCJ, essas iniciativas buscam a redução da jornada semanal e a ampliação dos períodos de descanso, devendo avançar para as próximas etapas de deliberação.
Esse cenário coloca na agenda das empresas a oportunidade de fortalecer práticas que promovam o trabalho decente, em resposta à demanda por modelos que harmonizem produtividade com saúde física e mental, favorecendo o equilíbrio diante de rotinas extensas e inserindo-se na transformação das relações de trabalho no país.
A proposta de transição para escalas flexíveis encontra respaldo em evidências globais. Países como Islândia, Bélgica e Reino Unido testaram modelos de jornada reduzida com resultados positivos. No Reino Unido, um projeto piloto com 60 empresas registrou queda de 65% nos afastamentos por saúde e estabilidade na receita, reforçando o bem-estar como ativo estratégico.
Esses dados fundamentam o diálogo no Congresso, demonstrando que a revisão da jornada pode tornar o setor produtivo mais competitivo, eficiente e sustentável. O momento convida as organizações a olharem para essa movimentação legislativa como evolução, avançando em modelos de desenvolvimento que conciliam desempenho econômico e promoção do trabalho digno.
Avançar em modelos que fortaleçam o respeito aos limites das pessoas trabalhadoras é um passo importante para favorecer a retenção, reduzir o absenteísmo e reforçar o compromisso ético com quem produz. Acompanhar essa evolução é fundamental para que o setor produtivo brasileiro se alinhe às melhores práticas internacionais, combinando dignidade e eficiência.

