1º de abril: Dia da Abolição da Escravidão dos Povos Indígenas
No dia 1º de abril de 1680, a Coroa Portuguesa decretou a abolição da escravização dos povos indígenas no Brasil, uma decisão que, na prática, foi insuficiente para impedir a continuidade da exploração dessas populações. Mais de três séculos depois, os povos indígenas continuam enfrentando violações sistemáticas de seus direitos, sendo submetidos a formas contemporâneas de escravidão.
O avanço do garimpo ilegal na Amazônia tem aprofundado a vulnerabilidade dessas comunidades, expondo-as à violência, ao aliciamento e à destruição de seus modos de vida tradicionais. A negação dos direitos territoriais indígenas é um dos principais fatores que sustentam essa realidade. Nesse sentido, a luta contra o trabalho escravo passa, necessariamente, pelo respeito aos direitos territoriais, sociais e culturais desses povos.
No último dia 1, foi celebrado o Dia da Abolição da Escravidão dos Povos Indígenas, que deve ser um momento de reflexão sobre a persistência dessas injustiças e um chamado à ação para reforçarmos o compromisso com a erradicação do trabalho escravo contemporâneo.
O InPACTO, enquanto organização dedicada à prevenção e erradicação do trabalho escravo em cadeias produtivas, reforça a importância de ações direcionadas à proteção das populações indígenas, que estão entre os grupos mais vulneráveis à exploração.
A escravidão não pode ser vista apenas como um capítulo do passado — ela ainda existe e afeta profundamente populações historicamente marginalizadas. O combate a essa realidade exige o engajamento contínuo de toda a sociedade para garantir trabalho digno, justiça social e o respeito aos direitos fundamentais dos povos indígenas.