[gtranslate]
6 de maio de 2026

A cobrança para produzir como se não tivesse filhos e maternar como se não trabalhasse

Para muitas mulheres, a maternidade ainda reflete diretamente na estagnação ou interrupção de trajetórias no mercado de trabalho.

Este é o primeiro tema do nosso especial de Dia das Mães: um convite à reflexão sobre como o mundo do trabalho ainda trata a maternidade como um problema para a empregabilidade feminina. Existe uma pressão constante que vem de todos os lados. A do mercado, para que se “trabalhe como se não tivesse filhos”, e a da sociedade, para que se “seja mãe como se não trabalhasse”.

Enquanto a paternidade raramente é vista como um impeditivo para a carreira masculina, a trajetória feminina é penalizada por uma estrutura que impõe à mulher a escolha impossível entre carreira e cuidado. Essa vulnerabilidade atinge seu ponto mais crítico para as cerca de 11 milhões de mães solo no Brasil, que enfrentam sozinhas o desafio de conciliar a subsistência da família com a responsabilidade integral pelos filhos.

Para o InPACTO, promover o trabalho decente passa pelo compromisso das organizações em converter o discurso comemorativo em políticas reais de inclusão e permanência. Viabilizar a coexistência digna entre a vida familiar e o crescimento profissional não deve ser um peso apenas da mulher, mas uma responsabilidade coletiva.

Gostaria de se manter informado(a) através de notícias deste tipo? Preencha nosso formulário.

    Seu nome (obrigatório)

    Seu e-mail (obrigatório)

    Instituição/empresa que representa

    Como conheceu o InPACTO

    Qual é seu interesse