InPACTO em Brasília: Reunião da CONATRAE e participação no Intercâmbio Formativo “Trabalho Escravo e Interseccionalidades”.
Entre os dias 10 e 12 de junho, o InPACTO esteve em Brasília para participar de duas atividades estratégicas relacionadas à agenda de prevenção e erradicação do trabalho escravo contemporâneo.
A primeira foi a reunião ordinária da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE), da qual o InPACTO atua como representante da sociedade civil. Entre os principais destaques estiveram a aprovação do Regimento Interno da comissão e a formalização do Grupo Executivo de Trabalho. O InPACTO foi eleito representante oficial desse grupo, ao lado do MTE, do MDHC e da Repórter Brasil. Na mesma ocasião, foi aprovado o plano de trabalho para a execução do III Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (III PNETE).
A segunda foi o Intercâmbio Formativo “Trabalho Escravo e Interseccionalidades: Contextos e Práticas”, que reuniu organizações e especialistas para dialogar sobre como marcadores sociais de gênero, raça e condição socioeconômica atravessam a exploração laboral no país.
A Diretora Executiva Marina Ferro integrou o painel “Trabalho Escravo Contemporâneo: perfil dos casos, das vítimas e cadeias produtivas”, abordando a atuação do InPACTO com setores produtivos, a incidência dos marcadores sociais nas vulnerabilidades ao trabalho escravo e o papel do Índice de Vulnerabilidade InPACTO na leitura territorial do risco.
Compuseram a mesa Xavier Plassat, coordenador da campanha nacional da CPT contra o trabalho escravo, e uma pessoa representante da CONTAR, sob mediação da Coordenação-Geral de Combate ao Trabalho Escravo do MDHC.
Para Marina Ferro, o encontro reforçou que o trabalho escravo contemporâneo está profundamente relacionado às desigualdades estruturais brasileiras, que devem orientar as estratégias de prevenção.
Segundo ela, a atividade também permitiu conhecer iniciativas de diferentes organizações e construir entendimentos comuns para a implementação do III Plano Nacional. “A integração de esforços entre governo, sociedade civil, trabalhadores e setor produtivo é fundamental para avançarmos em respostas mais efetivas e duradouras”, afirmou.
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