Em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea era sancionada, declarando extinta a escravidão no Brasil.
Em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea era sancionada, declarando extinta a escravidão no Brasil.
Mas, o dia seguinte, 14 de maio, marcou o início de uma “liberdade” sem direitos e dignidade. A ausência de políticas públicas voltadas à população negra recém-liberta aprofundou processos de exclusão e ajudou a consolidar bases do racismo estrutural que seguem presentes na sociedade brasileira.
Para refletirmos sobre essa data, trouxemos a obra “14 de Maio”, de Lazzo Matumbi, cantor, compositor e um dos maiores expoentes da música negra baiana, conhecido por sua voz de resistência e luta por justiça social.
Através de sua letra, percebemos como as marcas da escravidão colonial ainda se conectam às formas contemporâneas de exploração. Em comum, há a violação da dignidade humana, a negação de direitos básicos e a naturalização das desigualdades que atingem, de forma desproporcional, a população negra e outras populações historicamente vulnerabilizadas.
Lazzo Matumbi faz uma crítica a esse modelo de sociedade que, ao longo da história, perpetua ciclos de exclusão e vulnerabilidade, algo ainda evidente diante dos sucessivos resgates de pessoas submetidas a condições análogas à escravidão no Brasil.
A liberdade só existe com dignidade e trabalho decente. Como diz a canção, a alma resiste e o corpo é de luta. Nossa luta é para que todas as pessoas trabalhadoras possam viver e trabalhar com direitos, proteção e dignidade.
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