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5 de junho de 2026

Mudanças climáticas ameaçam saúde de mais de 70% das pessoas trabalhadoras no mundo, segundo OIT

O calor extremo, as enchentes, as secas prolongadas e a degradação ambiental já afetam a vida de comunidades inteiras. Esses impactos também atravessam o mundo do trabalho e atingem com mais intensidade pessoas e territórios em situação de maior vulnerabilidade.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que mais de 70% das pessoas trabalhadoras no mundo estão expostas a riscos graves à saúde relacionados às mudanças climáticas e ao calor extremo. Seu relatório global, alerta que a atenção deve ser redobrada naqueles que estão na linha de frente desse risco, destacando os setores da agricultura, da construção civil, da logística, da entrega por aplicativo e de serviços urbanos

O estresse térmico causa exaustão, adoecimento e aumenta o risco de acidentes de trabalho. A exposição prolongada ao calor também está associada ao agravamento de doenças cardiovasculares e renais, especialmente entre pessoas que trabalham ao ar livre, em jornadas intensas ou com baixa proteção social.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o InPACTO reforça que a crise climática deve ser enfrentada como uma agenda de direitos humanos, trabalho decente e responsabilidade nas cadeias produtivas.

Proteger o planeta exige fortalecer políticas públicas, práticas empresariais e estratégias de prevenção capazes de reduzir vulnerabilidades, proteger a saúde e garantir dignidade a quem trabalha. A transição para uma economia mais sustentável precisa caminhar com justiça social, proteção laboral e compromisso com todos os elos das cadeias de valor.

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