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17 de julho de 2015

Peruanos vítimas de trabalho escravo são libertados em São Paulo

Um grupo de 18 peruanos que era submetido a trabalho escravo em uma oficina de costura clandestina no bairro da Penha, Zona Leste de São Paulo, foi libertado pela polícia na última quarta-feira (15). A denúncia foi feita por dois trabalhadores que conseguiram fugir por um vão do telhado do estabelecimento no dia anterior. Entre as vítimas estavam onze homens, e sete mulheres, três delas eram adolescentes.
Os peruanos entraram no Brasil pelo Acre e chegaram a São Paulo após uma viagem de quatro dias de ônibus. Eles foram atraídos por uma promessa de salário de R$ 2 mil, mas passaram a receber em média R$ 600 por mês. Eram obrigados a trabalhar 16 horas por dia e ficavam frequentemente sem comida por não conseguir atingir a meta diária de 100 peças de roupa produzidas. Cada peça de roupa lhes rendia apenas R$ 0,30.
Em entrevista à imprensa, o delegado César Camargo declarou que nunca havia visto nada igual em seus 25 anos de polícia. Segundo ele, muitos trabalhadores não percebiam a situação de exploração em que estavam e se sentiam agradecidos pela ‘oportunidade’ dada pelo empregador. “Como se o Efraim (boliviano empregador) fosse um salvador”, disse.
Os dormitórios ficavam isolados e escondidos por uma passagem secreta. “Pareciam celas de cadeia”, descreveu o delegado. Havia comida no chão de alguns cômodos e alimentos sem refrigeração na cozinha. Também não havia janelas, ventilação alguma e a iluminação era precária no local.
O boliviano identificado como patrão foi preso em flagrante e vai responder pelo crime de trabalho escravo de acordo com o artigo 149 do Código Penal. A pena, de 2 a 8 anos de reclusão, pode ser ampliada por conta da exploração da mão de obra de menores no local.
 
Veja um vídeo publicado pelo G1 com imagens do alojamento. A gravação foi cedida pela Polícia Civil.
 

Com informação de G1 e UOL.

Imagem: Divulgação/ Polícia Civil

 

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