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13 de julho de 2015

PI é o 4º lugar em trabalho escravo e resgatou 800 trabalhadores em 2014

O portal Cidade Verde (Piauí) divulgou nesta sexta-feira, 10 de julho, dados sobre operações de combate ao trabalho escravo realizadas pelos Auditores-Fiscais do Trabalho no Estado. Em 2014, mais de 800 trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão, 156 deles trabalhavam na produção de palha de carnaúba. Feita de forma artesanal, a extração da palha e do pó da carnaúba, utilizados pela indústria, oferece inúmeros riscos à saúde dos trabalhadores. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o Piauí é o quarto colocado em trabalho escravo no país, atrás de Minas Gerais, São Paulo e Goiás.
A ação de fiscalização realizada no ano passado e que culminou com o resgate de mais de 150 trabalhadores, alcançou vários municípios nas regiões de Picos, Ilha Grande do Piauí e Luís Correia, distantes 350 quilômetros da capital, Teresina. Entre as irregularidades encontradas estavam “a não realização de exames médicos admissionais; falta de instalações sanitárias – os trabalhadores faziam suas necessidades fisiológicas no mato; de alojamentos  – os trabalhadores dormiam ao relento, em redes armadas em árvores; de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs e de materiais de primeiros socorros”, conforme divulgou o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait). De acordo a matéria publicada pelo o Sinait, “o local também era inadequado para as refeições: a alimentação era preparada em buracos cavados no chão e os trabalhadores se alimentavam sentados no chão ou em troncos de árvores. Eles não tinham água potável – bebiam água de cacimbas cavadas em leitos de rios e armazenada em tambores de produtos químicos”

Fonte: Sinait

Imagem: SRTE/PI

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