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19 de agosto de 2014

Trabalho escravo na indústria têxtil: app monitora 45 marcas

O App Moda Livre, lançado em dezembro de 2013, acaba de ser atualizado com mais nomes consagrados no mercado nacional da moda. A plataforma, desenvolvida pela ONG Repórter Brasil, avalia os principais grupos varejistas de moda em atividade no Brasil e aponta empresas flagradas por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com uso de mão de obra escrava em sua produção.
A base de dados inicialmente com 22 nomes, conta agora com informações de 45 marcas. A proposta do aplicativo é fornecer informações para que o consumidor faça a sua escolha na hora da compra de forma consciente.  Disponível gratuitamente para Android e IPhone, a ferramenta pode ser encontrada na loja da Apple e no Google Play através dos termos de busca “moda livre” e “moda livre repórter brasil”.
Metodologia
As empresas foram convidadas pela Repórter Brasil a responder um questionário-padrão com quatro indicadores: (1) Políticas: compromissos assumidos pelas empresas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento. (2) Monitoramento: medidas adotadas pelas empresas para fiscalizar seus fornecedores de roupa. (3) Transparência: ações tomadas pelas empresas para comunicar a seus clientes o que vêm fazendo para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo. (4) Histórico: resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo o governo.
Foram criadas três categorias (verde, amarelo e vermelho) de classificação das empresas a partir de uma pontuação gerada pelas respostas recebidas:
Verde: Demonstram ter mecanismos de acompanhamento sobre a sua cadeia produtiva e possuem histórico favorável em relação ao tema.
Amarelo: Demonstram ter mecanismos de acompanhamento, mas possuem histórico desfavorável em casos de trabalho escravo e/ou precisam aprimorar seus mecanismos.
Vermelho: Não demostram ter mecanismos de acompanhamento e têm histórico desfavorável em relação ao tema ou não responderam ao questionário.
Para mais informações acesse o site da ONG Repórter Brasil
Imagem: Reprodução/Moda Livre App

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