Reino Unido anuncia planos para tornar obrigatória a devida diligência em direitos humanos
Em 4 de novembro de 2026, o governo do Reino Unido anunciou planos para exigir que grandes empresas identifiquem, avaliem e previnam riscos de violações de direitos humanos em suas operações e cadeias de fornecimento.
A proposta é um avanço em relação ao Modern Slavery Act, de 2015, que exige transparência sobre medidas contra a escravidão moderna. Também prevê a retirada do mercado da Grã-Bretanha de produtos feitos com trabalho forçado, quando houver falha na devida diligência em direitos humanos.
As regras deverão abranger empresas britânicas com faturamento global superior a £350 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões) e estrangeiras com receitas acima desse limite no Reino Unido. A lei ainda depende de tramitação parlamentar.
E o que isso significa para as empresas brasileiras?
Em 2025, o Reino Unido importou £3,7 bilhões (cerca de R$ 27,3 bilhões) em produtos brasileiros, o que evidencia sua relevância como mercado consumidor. Se aprovadas, as novas regras poderão ampliar as exigências de devida diligência para fornecedores brasileiros, além de contribuir para o fortalecimento de padrões internacionais de prevenção a violações de direitos humanos nas cadeias produtivas.
Nesse contexto, a devida diligência em direitos humanos ganha ainda mais relevância para a gestão das cadeias produtivas. O InPACTO contribui para esse processo por meio de conhecimento técnico, instrumentos de monitoramento, formação e articulação com empresas e outros atores, fortalecendo a prevenção ao trabalho em condições análogas à escravidão.
O anúncio britânico reforça uma orientação cada vez mais presente no debate nacional e internacional : os compromissos empresariais em direitos humanos precisam estar acompanhados de processos contínuos de identificação de riscos, prevenção e resposta a violações.
Acompanhe o InPACTO para conhecer os avanços regulatórios e as iniciativas que contribuem para fortalecer a devida diligência em direitos humanos nas cadeias produtivas.